O avanço tecnológico permitiu que a
comunicação se expandisse e cada vez mais conteúdo seja produzido e
compartilhado por apenas alguns cliques. Porém, nessa galáxia de informações,
será que tudo é verdadeiro?
O fact-checking
vem provar que não. A técnica junta as características primárias do jornalismo,
bom faro e apuração, com mecanismos tecnológicos, para descobrir se o que te dizem
e o que passa na sua timeline é real
ou só mais uma lenda urbana.
Apesar de ser relativamente nova, o
método já descobriu muitas mentiras compartilhadas pela net. Um exemplo é o
caso do ministro da justiça, e ex-ministro da Transparência, Torquato Jardim que
foi pego pela agencia de fact-chekings
Aos Fatos (AF).
O ministro afirmou que levaria mais
tempo para administrar o ministério da justiça, pois é oito vezes maior que o
outro que comandava. Entretanto, a AF comparou os orçamentos (veja aqui) e o
boletim estatístico de pessoal (veja aqui) dos dois ministérios e provou que
essa afirmativa é falsa. Leia a matéria toda.
O motivo pelo qual o ministro mentiu
podem ser diversos, mas a história que esses dados contam é só uma. Porém, como
podemos interrogar os números?
Desbravando
as imagens
![]() |
| Fonte: Divulgação |
No mundo do photoshop e programas de edições de vídeo, como saber se o material foi alterado? Algumas técnicas fáceis, como buscar pela imagem no google pode ajudar. Ou , ainda, usar programas que acusam se a imagem foi alterada, FotoForensics (foto) ou Youtube Dataviewer (vídeo).
Outra informação que pode ser útil, na hora do interrogatório, é a
localização de onde esse material foi produzido. Isso permite confrontar
diversos dados, de forma a conseguir chegar o mais próximo da verdade.
Para isso, os interessados podem
utilizar alguns programas como o Hugin que converte em foto panorâmica uma
imagem do vídeo para que se veja o local adequadamente (saiba como funciona) e
o Imgops, que revela possíveis coordenadas da foto (saiba como funciona).
Entretanto, às vezes as pessoas apagam
informações importantes. Se você tirou print
é ótimo, se não é preciso recorrer a programas para recuperar esses dados. Há
duas possibilidades que nos dão essa esperança.
O primeiro é tentar recuperar pelo
endereço da rede social, temos apenas que apagar a referência à rede social. Isso
funciona principalmente para achar coisas que famosos postaram.
Já a segunda tática funciona com links
quebrados. Basta procurar no Wayback Machine. Ele ajuda a encontrar versões
anteriores do site com informações mais antigas.
Mas e aí? Consegui ter minha foto ou
vídeo, mas não sei exatamente de onde veio. O que faço? Pergunte! O jornalismo
é embasado em uma boa apuração. Questione pela fonte e converse com ela, para
saber se foi a primeira a dar o furo.
Lendas
urbanas
O jornalismo é cheio de histórias
fantasiosas e fantásticas, às vezes reais outras nem tanto. Mas como podemos
separa-las? Primeiro é preciso reconhecer um boato.
Normalmente, uma lenda tem uma estrutura específica, ou seja, poucos detalhes e final dramático. Para ficar esperto e não ter dúvidas é bom ler sobre o assunto. Assim, você terá bagagem de reconhecimento.
Procure entender quem está
compartilhando a notícia. Caso ela tenha uma posição marcante sobre o tema
desconfie. Provavelmente a pessoa não verificou a veracidade.
Outra dica é procurar por detalhes e dá um google. A tecnologia está aí para stalkearmos mesmo. Você também pode, como bom jornalista, consultar especialistas,
apurar com os possíveis envolvidos e as fontes oficiais centrais para tirar
essa pulga atrás da orelha.
Agora se não liga da possibilidade de
seus olhos sangrarem você ainda pode ler os comentários da notícia. Apesar de conter muita
bobagem eles trazem questões pertinentes e às vezes até alguma
pesquisa que outro usuário desconfiado já fez.
A
verdade na política
Diferente do que alguns políticos pensam, a política é algo que cerca e se faz presente na vida das pessoas constantemente. Afinal, ela interfere diretamente na nossa vida, seja de forma econômica ou social.
Porém, a confiança no que os políticos dizem é cada dia menor. Visto os diversos escândalos, em que eles são protagonista, surgem todos os dias. Dessa forma, como você jornalista saberá que não está sendo levado no bico?
A primeira coisa é entender se o que aquele político está falando é um achismo ou uma afirmação. Jornalistas não trabalham com suposições, apenas com informações concretas que podemos checar. Além disso, deve se ter em mente a importância daquela informação, para saber se vale o esforço.
Definido isso, o próximo passo é perguntar. Nosso trabalho é perguntar mesmo, questione o político sobre esses dados. Entretanto, não aceite a palavra dele com algo final. Questione a informação o: quem, onde, por quê, pra que, como, ainda são fundamentais.
Entenda o que aqueles dados querem dizer, pense no contexto real. Além disso, verifique a data dos acontecimentos. Muitas vezes os políticos querem tomar crédito por algo que aconteceu em outro mandato.
Se não houver resposta investigue por conta própria. Existem muitas tabelas e documentos acessíveis pela Lei do acesso à informação. E não aceite qualquer dado seja crítico sobre aquele número e procure especialistas que possam testa-los.
Humildade
Não apenas o jornalista que produz por fact-checking, mas de todas as áreas, necessitam ter em mente que muitas vezes seremos criticados pelo nosso trabalho. Diversas pesquisas apontam que as pessoas são resistentes a acreditar naquilo que contrária suas ideologias.
O importante na profissão é fazer as pesquisas e apurações com afinco. Caso necessário se corrigir na notícias, afinal não acertamos sempre, mas nunca entrar em discussões.
Diferente do que alguns políticos pensam, a política é algo que cerca e se faz presente na vida das pessoas constantemente. Afinal, ela interfere diretamente na nossa vida, seja de forma econômica ou social.
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| Fonte: Divulgação |
A primeira coisa é entender se o que aquele político está falando é um achismo ou uma afirmação. Jornalistas não trabalham com suposições, apenas com informações concretas que podemos checar. Além disso, deve se ter em mente a importância daquela informação, para saber se vale o esforço.
Definido isso, o próximo passo é perguntar. Nosso trabalho é perguntar mesmo, questione o político sobre esses dados. Entretanto, não aceite a palavra dele com algo final. Questione a informação o: quem, onde, por quê, pra que, como, ainda são fundamentais.
Entenda o que aqueles dados querem dizer, pense no contexto real. Além disso, verifique a data dos acontecimentos. Muitas vezes os políticos querem tomar crédito por algo que aconteceu em outro mandato.
Se não houver resposta investigue por conta própria. Existem muitas tabelas e documentos acessíveis pela Lei do acesso à informação. E não aceite qualquer dado seja crítico sobre aquele número e procure especialistas que possam testa-los.
Humildade
Não apenas o jornalista que produz por fact-checking, mas de todas as áreas, necessitam ter em mente que muitas vezes seremos criticados pelo nosso trabalho. Diversas pesquisas apontam que as pessoas são resistentes a acreditar naquilo que contrária suas ideologias.
O importante na profissão é fazer as pesquisas e apurações com afinco. Caso necessário se corrigir na notícias, afinal não acertamos sempre, mas nunca entrar em discussões.
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