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| Fonte: Pixabay |
Uma pesquisa realizada na UFMG estudou a interação dos indivíduos com a redes sociais. O estudo definiu que o processo de orkutização ocorre quando um site ou aplicativo que antes era restrito a uma camada privilegiada, de forma econômica ou cultural, passa a ser acessível as camadas populares.
A tese defendida em 2014, conclui ainda que esse termo é sinônimo da desvalorização de algo. Apesar do nome, o fenômeno não é exclusivo a rede social Orkut podendo ocorrer, inclusive, fora do meio web com cantores e marcas de roupas.
De acordo com o pesquisador de ciências
sociais Ruleandson
do Carmo, o termo orkutização começou a ser utilizado quando o Twitter ganhou
sua versão em português e pessoas que utilizavam apenas o Orkut migraram para o
Twitter e, posteriormente, para o Facebook.
Esse período deu início ao ciclo de
popularização dessas redes sociais, o que não agradou as outras pessoas que já
o utilizavam e que queriam continuar tendo um privilégio. “A ação adotada por
aquela classe foi de criticar o comportamento dos novos usuários, além de
adotarem uma nova ferramenta ou um novo tipo de comportamento para se
diferenciar dos demais”, explica.
Luta de classes na web
Luta de classes na web
O autor da pesquisa ressalta que esse
processo ocorre devido a divisão de classes presente na nossa cultura. Segundo ele, quando as pessoas estão na rede
social elas estão representando uma performance, um papel social, mostrando
aspectos que ela quer que as pessoas vejam ou não.
Dessa forma, quando uma pessoa crítica o comportamento do outro, ela está se reafirmando, reiterando o seu grupo, o seu pertencimento a uma classe social tanto cultural quanto financeira. “É uma disputa simbólica de tudo aquilo que você gosta e aquilo que você quer demonstrar que não gosta para se mostrar superar a uma classe ou não”, destaca Ruleandson do Carmo. Veja a opinião do youtuber teen, Christian Figueiredo, sobre o assunto:
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